E-COMMERCE: UMA NOVA REALIDADE
Por Anneliese Lobo, Carlos Rodrigo e Fernanda Cunha
O advento de espaços virtuais chama a atenção para o mercado online.
|
A tecnologia da informação não dá espaço para retrocesso. |
Diante do crescimento do comércio virtual, muitas lojas estão investindo num novo formato de transação comercial: o e-commerce, a forma online de compra e venda que chega para que os consumidores tenham uma opção a mais na hora de adquirir um produto. As lojas virtuais não necessitam de espaço físico, elas também oferecem serviços personalizados de acordo com o perfil do consumidor, sem falar da facilidade para a vida dos clientes que não dispõem de tempo suficiente para irem às lojas escolher o que querem levar para casa já que o comércio virtual funciona 24 horas por dia. Em muitos casos, as lojas virtuais servem como serviço complementar de lojas físicas. Agora tudo isso é feito simplesmente escolhendo seus produtos pela vitrine virtual.
O CRESCIMENTO DO E-COMMERCE NO BRASIL
No Brasil, o comércio eletrônico começou a se desenvolver cinco anos depois do que na América do Norte. Desde então, as vendas através do e-commerce não pararam de crescer no país.
Vamos aos dados: em 2001, o setor faturava um montante em torno de R$ 0,5 bilhão. Em 2007, o faturamento do comércio eletrônico no Brasil foi de R$ 6,3 bilhões, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2006. As informações foram divulgadas pelo estudo exclusivo da 17ª edição do Relatório "WebShoppers" realizado pela e – bit, publicado pelo Dossiê sobre a Indústria de domínios (vol.5 - set 2008). Se for tomado o período 2001-2007, o crescimento total foi de mais de 1.000% - número extremamente expressivo dado o curto espaço de tempo.
O relatório também constatou que foram realizados 20,4 milhões de pedidos (acréscimo de 5,4 milhões) por 9,5 milhões de consumidores, com a chegada de 2,5 milhões de novos compradores.
Alguns fatores contribuíram para isso: variedade dos produtos, comodidade e facilidade na comparação de preços em diversas lojas em curto período de tempo, possibilidade de parcelamento sem juros e condições de pagamento facilitadas, além do aumento do número de internautas consumidores.
Esse último fator é essencial para se entender a contínua expansão do mercado de comércio on-line. Como dito anteriormente, 2,5 milhões de pessoas ingressaram no setor em 2007, o que significa que, a cada dia, 6.849 pessoas aderiram às compras pelo computador.
O grupo desses novos consumidores é formado por pessoas de variadas faixas etárias, com destaque para os adultos que nasceram antes da internet e que optaram por adquirir o hábito de comprar via web, além dos jovens da geração digital, que praticamente não têm outra alternativa a não ser aderir à prática. Há ainda a consolidação da internet nas camadas de baixa renda, o que também é um fator impulsionador do consumo.
São essencialmente dois os possíveis fatores que motivam as pessoas da "geração pré-internet" a mudar de comportamento: a conveniência da compra on-line, principalmente nas grandes cidades e localidades mais afastadas dos centros distribuidores e a economia de recursos, pois geralmente o preço dos produtos na internet é menor do que o preço praticado nas lojas físicas.
Pelo fato de a internet estar em franca expansão no Brasil, esse mercado tende a ser cada vez mais competitivo. Afinal, o país já atingiu a marca de 42 milhões usuários de internet; destes, 34,1 milhões utilizam o acesso residencial, ratificando a primeira posição do país no setor em nível mundial.
GLOBALIZAÇÃO MUDOU O MUNDO DOS NEGÓCIOS
|
No e-commerce não há necessidade da presença física do comprador, nem do vendedor |
No e-commerce não há necessidade da presença física nem do comprador, nem do vendedor; não necessita do manuseio de papel moeda e, tampouco, necessita da mercadoria no momento da transação. Nas lojas virtuais, a relação ocorre entre um comprador e um computador localizado em qualquer lugar do planeta.
Um projeto de e-commerce bem elaborado pode reduzir os custos de todo o seu ciclo comercial de um modo surpreendente. Levar o serviço ao consumidor a níveis jamais imaginados. Entrar em mercados que se achavam distantes. Criar novas possibilidades de receitas. E, por fim, redefinir a própria natureza do seu negócio.