E-COMMERCE: UMA NOVA REALIDADE

24/03/2010 09:14

Por Anneliese Lobo, Carlos Rodrigo e Fernanda Cunha

                         O advento de espaços virtuais chama a atenção para o mercado online. 

 

  

A tecnologia da informação não dá espaço para retrocesso.

Atualmente, é impossível pensarmos num mundo sem internet. No momento em que a palavra de ordem é globalização, ela chega com toda a força para invadir o nosso dia-a-dia. E a tecnologia da informação não dá espaço para retrocesso. As facilidades proporcionadas pela web garantem aos usuários trocar mensagens instantâneas, baixar músicas e filmes e até mesmo comprar os mais diferentes produtos. Tudo isso sem precisar sair de casa. Este avanço possibilita a criação de sites para compra e venda, seja de uma simples camiseta a um imóvel. Parafraseando Mc Luhan, o mundo enfim se transforma em uma “Aldeia Global”. Bem-vindos à mundialização da informação, da cultura, dos costumes e, principalmente, da economia. Se antes falávamos da Revolução Industrial, hoje é a revolução digital que impera, encurta distâncias e aproxima pessoas. Impossível resistir ao comodismo de efetuar compras em lojas de qualquer parte do mundo num simples click do mouse. Apesar de muitas pessoas ainda sentirem medo ao efetuar compras online, este é um tipo de mercado que cresce diariamente em todo o mundo, movimentando a economia global e não podemos fugir desta realidade.

Diante do crescimento do comércio virtual, muitas lojas estão investindo num novo formato de transação comercial: o e-commerce, a forma online de compra e venda que chega para que os consumidores tenham uma opção a mais na hora de adquirir um produto. As lojas virtuais não necessitam de espaço físico, elas também oferecem serviços personalizados de acordo com o perfil do consumidor, sem falar da facilidade para a vida dos clientes que não dispõem de tempo suficiente para irem às lojas escolher o que querem levar para casa já que o comércio virtual funciona 24 horas por dia. Em muitos casos, as lojas virtuais servem como serviço complementar de lojas físicas. Agora tudo isso é feito simplesmente escolhendo seus produtos pela vitrine virtual.

 

 O CRESCIMENTO DO E-COMMERCE NO BRASIL

No Brasil, o comércio eletrônico começou a se desenvolver cinco anos depois do que na América do Norte. Desde então, as vendas através do e-commerce não pararam de crescer no país.

Vamos aos dados: em 2001, o setor faturava um montante em torno de R$ 0,5 bilhão. Em 2007, o faturamento do comércio eletrônico no Brasil foi de R$ 6,3 bilhões, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2006. As informações foram divulgadas pelo estudo exclusivo da 17ª edição do Relatório "WebShoppers" realizado pela e – bit, publicado pelo Dossiê sobre a Indústria de domínios (vol.5 - set 2008).  Se for tomado o período 2001-2007, o crescimento total foi de mais de 1.000% - número extremamente expressivo dado o curto espaço de tempo.

O relatório também constatou que foram realizados 20,4 milhões de pedidos (acréscimo de 5,4 milhões) por 9,5 milhões de consumidores, com a chegada de 2,5 milhões de novos compradores.

Alguns fatores contribuíram para isso: variedade dos produtos, comodidade e facilidade na comparação de preços em diversas lojas em curto período de tempo, possibilidade de parcelamento sem juros e condições de pagamento facilitadas, além do aumento do número de internautas consumidores.

Esse último fator é essencial para se entender a contínua expansão do mercado de comércio on-line. Como dito anteriormente, 2,5 milhões de pessoas ingressaram no setor em 2007, o que significa que, a cada dia, 6.849 pessoas aderiram às compras pelo computador.

O grupo desses novos consumidores é formado por pessoas de variadas faixas etárias, com destaque para os adultos que nasceram antes da internet e que optaram por adquirir o hábito de comprar via web, além dos jovens da geração digital, que praticamente não têm outra alternativa a não ser aderir à prática. Há ainda a consolidação da internet nas camadas de baixa renda, o que também é um fator impulsionador do consumo.

São essencialmente dois os possíveis fatores que motivam as pessoas da "geração pré-internet" a mudar de comportamento: a conveniência da compra on-line, principalmente nas grandes cidades e localidades mais afastadas dos centros distribuidores e a economia de recursos, pois geralmente o preço dos produtos na internet é menor do que o preço praticado nas lojas físicas.

Pelo fato de a internet estar em franca expansão no Brasil, esse mercado tende a ser cada vez mais competitivo. Afinal, o país já atingiu a marca de 42 milhões usuários de internet; destes, 34,1 milhões utilizam o acesso residencial, ratificando a primeira posição do país no setor em nível mundial.

 

 GLOBALIZAÇÃO MUDOU O MUNDO DOS NEGÓCIOS

No e-commerce não há necessidade da presença física do comprador, nem do vendedor

O comércio eletrônico está mudando, completamente, o modo de funcionamento de muitos negócios, depois que se iniciou a era da globalização. A empresa, para destacar-se, necessita integrar-se a esta nova economia.

No e-commerce não há necessidade da presença física nem do comprador, nem do vendedor; não necessita do manuseio de papel moeda e, tampouco, necessita da mercadoria no momento da transação. Nas lojas virtuais, a relação ocorre entre um comprador e um computador localizado em qualquer lugar do planeta.

Um projeto de e-commerce bem elaborado pode reduzir os custos de todo o seu ciclo comercial de um modo surpreendente. Levar o serviço ao consumidor a níveis jamais imaginados. Entrar em mercados que se achavam distantes. Criar novas possibilidades de receitas. E, por fim, redefinir a própria natureza do seu negócio.